sábado, 17 de abril de 2010

Claustro

Nas congelantes barras cruzadas
Sórdida lua quadrada
Dum pesadelo em fuga
Aceso, o claustro me suga.

Inconstante e insano
Perverso sol cigano
Queima meu sangue bandido
De alma vil, de corpo encardido

Sórdida lua quadrada
Veta os calos da mente
E libertas para valente

E ainda ser humano
Possa sol cigano
Fazer me vôo de sabiá



Tancredo Fernandes
João Pessoa, 5 de agosto de 2008

Um comentário:

  1. Caro Tancredo:

    Parabéns pelo blog diversificado, com reminiscências de vestibulando, comentários sobre a sua vivência regional e avaliações literárias. Tudo isso dá uma ideia da multiplicidade das suas preocupções.
    Vá em frente. O importante é manter o hábito de "nenhum dia sem uma linha", como diziam os latinos.

    Um fraterno abraço de

    Chico Viana.

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