O Antigo Testamento representa a aliança do povo de Israel com Deus (Javé) e remonta a sociedade que antecedeu Jesus Cristo na Terra. Os 46 livros não só narram a história dessa comunidade como também evidencia os costumes, as regras e as leis que coordenavam suas vidas. A partir disso, podemos enfatizar o papel que animais, escravos e mulheres tinham.
A primeira referência que se faz aos animais está no Gênesis. Deus no quinto dia da criação do mundo fez surgir as mais diferentes espécies na Terra. As mesmas dominadas pelo homem, segundo desígnio divino.
Em Levítico, as oferendas a Javé, através de animais, eram fundamentadas em cerimônias de sacrifício. Caso o animal fosse grande como um bezerro era feito um corte em seu pescoço (imolação) para retirar todo seu sangue que era espalhado pelo altar. A vítima era esquartejada e depois queimada. Animais pequenos como cabritos e aves passavam por processo semelhante. Esses rituais serviam como oferendas e eram uma forma de obter o perdão de Javé por pecados sem consciência.
No Antigo Testamento, as Leis Mosaicas determinavam uma distinção entre animais puros e impuros. Havia uma classificação dos mesmos quanto seu habitat, animais como o camelo, o porco, a coruja, o coelho e o morcego figuravam na lista dos impuros.
Dentre as regras que coordenavam esse povo, a compra e a utilização de escravos também era regulamentada. Era proibido, por exemplo, tornar escravo qualquer filho de Israel (irmão), mesmo estando em situação de miséria. O escravo era uma propriedade hereditária e só eram comprados em nações vizinhas.
Já a mulher nessa sociedade tem uma participação submissa ao homem, a prova disso está na criação, quando Eva surge da costela de Adão. Por isso, sempre se aponta a liderança masculina no lar. As mulheres não participavam do serviço militar, não podiam ter mais de um marido e eram proibidas de ter relações sexuais durante a menstruação. Quando davam a luz a um menino, eram consideradas impuras durante sete dias. Caso o recém-nascido fosse menina o prazo se estendia para duas semanas.
Tancredo Fernandes
João Pessoa, 7 de abril de 2010
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