domingo, 17 de janeiro de 2010

Haiti: a união faz a força

Certamente poucos já ouviram falar do Haiti, país da América Central que divide a Ilha Hispaniola com a República Dominicana. Mas tranqüilamente todos, agora, estão antenados com as notícias do terremoto que promoveu um sofrimento ainda maior naquela nação.

O povo haitiano, em sua maioria, são pobres flagelados pela exacerbada segregação econômica e pela, talvez, eterna maldição de residirem numa colônia eminentemente exportadora de gêneros agrários.

Dotados de uma belíssima história de luta pela independência, que faz muita inveja a nossa humilde emancipação. O Haiti nasceu a partir da classe pobre e maioria negra que se cansou da humilhação e da exploração a que estavam submetidos e às luzes da Revolução Francesa conseguiram abolir a escravidão e posteriormente declarar-se independente.


Infelizmente seu futuro não foi tão belo quanto sua luta. Talvez pela própria incompetência de seus administradores ou pela intervenção externa, que impede até hoje o desenvolvimento de muitos países.


Não tendo índices tão satisfatórios e exportando açúcar e banana para o resto do mundo sua economia está em ruínas. Seu povo vive em média até os 50 anos e a renda per capita é um terço da renda da favela Rocinha, no Rio de Janeiro. Além disso, 80% de seus habitantes vivem abaixo da linha da pobreza.

Isso prova que não é de hoje que aquele povo precisa de ajuda. Alimentos, água, remédios muitos sobreviveram todos esses anos com poucos suprimentos. Talvez o que mais aflija os haitianos é ver toda sua família desaparecer por um “simples” tremor e não de fome ou de sede ou assassinado como todo mundo naquele país morre.


A ajuda está chegando, mas três séculos atrasada. O grande terremoto daquele povo é a pobreza, mas Hillary Clinton não está nem aí pra isso.


A esperança é a última que morre, já me diziam isso há muito tempo. Talvez para um haitiano a esperança de crescer e sair daquela situação pode ter sido esmagada pelo denso concreto chamado miséria.


Na bandeira haitiana há a seguinte frase: a união faz a força. Talvez seja mesmo da união que eles reergueram aquela nação, mas espero que a força seja utilizada para o trabalho, não para guerras.


Tancredo Fernandes
Uiraúna, 17 de janeiro de 2010




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