segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Estantes vazias

Nos corredores dos shoppings ou nas feiras de roupas o número de pessoas dispostas a consumir até o limite do cartão de crédito está crescendo de maneira exacerbada. Esse fenômeno é fruto dos “tempos modernos”. Comprar demasiadamente virou sinônimo de poder.


Ao assistirmos a um jogo de futebol ou a um seriado da televisão, constantemente escutamos o anúncio do patrocinador. Esse intervalo, de maneira impercebível, estimula o consumo, lembrando ao telespectador que ele tem de comprar a cervejinha ou o presente da namorada.


É em momentos simples como esses que a publicidade age e indiretamente cria seres consumidores. As lojas ficam lotadas, pois, se alguém não tem determinado produto usado pela atriz do último filme, será excluído da roda de amigos. Se a criança não tem os brinquedos do tal super-herói os coleguinhas irão desprezá-lo.


É, então, desse jogo de persuasão, aliado a motivos pessoais, que surge a compulsão por comprar ou doenças psicológicas como a cleptomania.


O consumismo pode ser considerado uma patologia da sociedade moderna, que imperará enquanto existir produtos para serem vendidos, pois como se bem diz: - A roda da economia não pode parar!


Tancredo Fernandes

João Pessoa, 25 de janeiro de 2010

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